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Viagens

Os melhores cartões para viajar sem comissões 💳✈️

O que verificar antes de escolher o cartão para viajar, tipos de cartões sem comissões e como usá-los para pagar e levantar dinheiro sem custos extra no estrangeiro.

Escolher bem o cartão com o qual vais pagar e levantar dinheiro na tua próxima viagem pode poupar-te bem mais do que parece: comissões nos pagamentos no estrangeiro, taxa em cada multibanco e uma taxa de câmbio "de cortesia" bastante pior do que a real são, juntos, um dos custos mais silenciosos de qualquer viagem.

A boa notícia é que hoje existem alternativas gratuitas ou muito baratas para praticamente qualquer destino. Este guia percorre o que ver antes de escolher o cartão, que tipos existem e como usá-los para que a troca de moeda não te custe um cêntimo a mais.

Antes de partir, vê o custo real do teu destino no comparador de preços e consulta o nosso guia de conselhos para viajar para outro país.

Por que a escolha do cartão importa tanto

Com um cartão "normal" de um banco tradicional, pagar ou levantar dinheiro fora do teu país costuma trazer dois custos distintos, quase sempre invisíveis até chegar o extrato:

  • Comissão por operação no estrangeiro, uma percentagem fixa aplicada a cada pagamento ou levantamento fora do teu país, mesmo que seja na mesma moeda que em casa.
  • Uma taxa de câmbio pior do que a real (a chamada taxa interbancária), com uma margem adicional que o banco nem sempre mostra com clareza.

Numa viagem de duas semanas, com pagamentos diários e vários levantamentos de dinheiro, essa margem invisível pode somar um extra nada desprezível ao orçamento total da viagem.

O que um bom cartão de viagem deve ter

  • Sem comissão por pagamento no estrangeiro. O requisito mais importante: que pagar numa loja, restaurante ou bomba de gasolina não tenha um custo extra só por estares fora do teu país.
  • Levantamentos no multibanco grátis (ou quase) até um limite razoável. Alguns cartões só cobram a partir de um determinado valor mensal; outros aplicam sempre uma pequena percentagem. Vale a pena verificar antes de partir, não depois de voltar.
  • Taxa de câmbio real, sem margem adicional. É a diferença que mais se nota em viagens longas ou com gastos elevados.
  • App com bloqueio/desbloqueio instantâneo e notificações, muito útil se o perderes ou for clonado no estrangeiro.
  • Cartão de reserva. Leva sempre um segundo cartão (de outro banco ou entidade), guardado num sítio diferente do primeiro, para o caso de ser bloqueado, perdido ou ficar retido no multibanco.

Cartões e contas para viajar: os tipos que existem

Neobancos e fintechs (a opção mais popular hoje em dia)

Entidades como Wise, Revolut ou N26 conquistaram exatamente este espaço: contas 100% digitais, sem as comissões típicas da banca tradicional no estrangeiro, com conversão de moeda à taxa real (ou muito próxima) até um limite mensal gratuito, e gestão completa a partir do telemóvel.

  • Wise: pensado para manter saldo em várias moedas e pagar sempre "como um local"; muito competitivo para viagens com paragens em vários países.
  • Revolut: conta multimoeda com cartão físico e virtual, útil tanto para pagamentos como para levantamentos, com diferentes planos consoante a frequência com que viajas.
  • N26: banco digital com conta corrente completa, boa opção se também quiseres domiciliar algum pagamento enquanto estás fora.

Confirma sempre as condições atuais de cada um antes de viajar: os limites gratuitos de levantamento e o número de moedas incluídas mudam de vez em quando.

Cartões de bancos tradicionais pensados para viajar

Muitos bancos já têm no seu catálogo um cartão específico "sem comissões no estrangeiro", por vezes associado a uma conta com requisitos (ordenado domiciliado, utilização mínima). Se já és cliente, vale a pena perguntar antes de abrir uma conta nova só para a viagem.

Cartões de crédito internacionais (Visa/Mastercard)

Praticamente qualquer cartão Visa ou Mastercard funciona na grande maioria dos países do mundo para pagar e levantar dinheiro; a diferença entre um bom e um mau cartão de viagem não é "se funciona", mas sim quanto te cobra por isso. Confirma sempre as condições do teu cartão atual antes de assumir que precisas de um novo.

Como usá-los para não pagar a mais

  • Paga sempre na moeda local. Quando o terminal ou o multibanco perguntar se queres pagar "em euros" (ou na tua moeda), diz que não. Essa conversão "de cortesia" — conhecida como DCC — quase sempre aplica uma taxa pior do que a do teu próprio banco.
  • Levanta dinheiro em quantidades razoáveis, em vez de vários levantamentos pequenos: cada operação pode ter uma comissão fixa, por isso levantar menos vezes costuma sair mais barato.
  • Leva dois cartões de entidades diferentes, guardados separadamente. É o seguro mais barato que existe contra um bloqueio, uma perda ou um multibanco que fica com o cartão.
  • Ativa as notificações da app. Avisam-te de imediato de qualquer movimento, o que também ajuda a detetar uma fraude assim que acontece.
  • Confirma se o teu destino funciona bem com cartão ou se convém levar algum dinheiro: a ficha de cada país no preciosmundi inclui essa recomendação na secção de perguntas frequentes.

Antes de partir

Escolher bem o cartão não demora mais de dez minutos, e é uma das decisões que mais se nota na carteira quando voltas. Com o cartão certo, trocar de moeda deixa de ser uma despesa e passa a ser apenas mais um trâmite da viagem.

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